domingo, 26 de janeiro de 2014

12 ANOS DE TEATRO AO QUADRADO

Neste dia 27 de janeiro de 2014 comemoramos os 12 anos de criação da CIA TEATRO AO QUADRADO, que iniciou sua trajetória no verão de 2002. A criação da companhia, por mim e por minha mulher, Margarida Peixoto, surgiu como uma busca de autonomia artística, uma necessidade de colocarmos em prática nossas ideias sobre teatro, paralelamente ao trabalho que já vínhamos desenvolvendo (e continuamos a fazê-lo) com outras companhias de teatro e encenadores. Eu e Margarida, ambos atores, diretores e professores de teatro, desejávamos organizar uma estrutura profissional para encenar dramaturgos que nos interessam, gêneros que nos apaixonam e formas estéticas que nos instigam. Assim surgiu o Teatro ao Quadrado, que tem uma curiosidade nessa trajetória: quando montamos nossos dois primeiros espetáculos, A SECRETA OBSCENIDADE DE CADA DIA, em 2002, e ESCOLA DE MULHERES, em 2004, não usávamos ainda o nome TEATRO AO QUADRADO, mas sim CAIXA PRETA. O hoje consagrado nome do coletivo fundado por Jessé Oliveira (de espetáculos como Transegun, Hamlet Sincrético e O osso de Mor Lan) foi cedido por nós, quando formou-se aquele grupo, que tem como principal diferencial ser integrado quase totalmente por atores negros. Achamos uma decisão lógica, e justa, já que Caixa Preta adequava-se muito mais a eles. Buscamos, então, um novo nome, surgindo Teatro ao Quadrado, que tem nos dado muita sorte.
O Teatro ao Quadrado encenou dez espetáculos nesses doze anos, e prepara-se, em 2014, para estrear seu décimo primeiro trabalho, financiado pela Funarte/Ministério da Cultura, através do Prêmio Myriam Muniz de Teatro 2013: OS HOMENS DO TRIÂNGULO ROSA. Mas enquanto não chega o novo espetáculo, aí vão imagens dos dez anteriores, para comemorar esses 12 anos de trabalho:

A SECRETA OBSCENIDADE DE CADA DIA
2002

 ESCOLA DE MULHERES
2004

GOELA ABAIXO OU POR QUE TU NÃO BEBES?
2005

SOFÁ, UMA COMÉDIA PICANTE
2005

BURGUESES PEQUENOS
2006

 O MÉDICO À FORÇA
2008

 MÃES & SOGRAS
2010

 A LIÇÃO
2010

ARTIMANHAS DE SCAPINO
2012

 AU AU! UMA AVENTURA DE NATAL
2012

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

TEATRO EM PORTO ALEGRE: parte 4- AS ATRIZES

MELHOR ATRIZ
Atrizes, mulheres talentosas que entregaram seus corpos e emoções às plateias que tiveram a felicidade de assisti-las. Intérpretes inesquecíveis, personagens perenes que habitam nossas memórias e retornam, fugazmente, em flashes brilhantes, que confirmam a beleza de suas atuações. Essas foram as atrizes premiadas com o Troféu Açorianos de Melhor Atriz, a partir de 1980:
 
 
SANDRA DANI
Melhor Atriz em
1980, por SALÃO GRENÁ
1993, por DESCRIÇÃO DE UMA IMAGEM
1998, por COMO UM SOL NO FUNDO DO POÇO
2006, por CALAMIDADE
2007, por MEDEIA
 
Sandra Dani é uma das mais importantes artistas de nosso Estado, e há mais de 40 anos tem atuado no teatro porto alegrense, com incursões pelo cinema e pela TV. Entre seus muitos trabalhos em teatro, podem ser citados Hamlet (1972), Quem roubou meu Anabela? (1972), A ópera dos três vinténs (1973), Boneca Teresa- Canção de amor e amor e morte de Gelsi e Valdinete (1975), Sexta-feira das paixões (1975), The Bakkay (1983, nos EUA), Apareceu a Margarida (1983), A gaivota (1990), Alpes em chamas (1992), Casca de ferida ou Vamos brincar de gente grande? (2001), Beckett na veia (2003), Platão dois em um (2009), Bodas de sangue (2010) e Oh, os belos dias (2013, em SP). 
 
Sandra Dani
em Salão grená 
 
Sandra Dani
em Descrição de uma imagem
 
Sandra Dani
em Como um sol no fundo do poço
 
Sandra Dani
em Calamidade
 
Sandra Dani
em Medeia
 
 
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PILLY CALVIN
Melhor Atriz em 1981,
por LOVE, LOVE, LOVE
 
Nascida em Valência, na Espanha, Pilly Calvin veio ainda jovem para o Brasil, onde formou-se em Biologia (profissão nunca exercida). Após descobrir-se apaixonada pelo teatro, iniciou sua carreira como atriz e professora na área. Entre os espetáculos que participou estão Banana (1980), O que seria do vermelho se não fosse o azul? (1981), A verdadeira história de Édipo rei (1985), A sétima lua (1987), O marido era o culpado (1989), Beija-me a bouca, amor (1990), Os saltimbancos (1991), Enquanto os anjos tomam Coca Cola (2001) e Transe (2013). 
 
 
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ÂNGELA GONZAGA
Melhor Atriz em 1982,
por OS REIS VAGABUNDOS
 
Ângela Gonzaga é professora universitária, diretora teatral e preparadora de elenco para cinema, estando um pouco afastada dos palcos como atriz. Entre os espetáculos em que atuou estão Quem manda na banda (1981), Parentes entre parênteses (1987) e Peer Gynt, o imperador de si mesmo (1987).
 
ÂNGELA GONZAGA
em Os reis vagabundos (junto de Sérgio Lulkin)
 
 
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FABIANE FOGLIATTO
Melhor Atriz em 1983,
por SEGUNDO TEMPO
 
 
Fabiane Fogliatto deixou de lado sua carreira de atriz, e dedicou-se à docência na área do teatro, trabalhando na prefeitura de Porto Alegre.
 
 
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ARACI ESTEVES
Melhor Atriz em 1984,
por CHAMPANHE PARA MÃE TUDA
 
Araci Esteves é uma das mais prestigiadas atrizes gáuchas, com uma longa carreira no teatro, cinema e TV, que já dura 50 anos. Uma das fundadoras do GTI- Grupo de Teatro Independente, em 1965, e que daria origem ao Teatro de Arena, junto com Jairo de Andrade e Alba Rosa, dois anos depois. Atuou em inúmeros espetáculos teatrais, entre eles Vereda da Salvação (1964), Soraya Posto 2 (1966), Toda nudez será castigada (1967), A serpente (1970, no RJ), Sexta-feira das paixões (1975), Boneca Teresa ou Canção de amor e morte de Gelsi e Valdinete (1975), Happy end (1981), O rei da vela (1982), Que se passa, Che? (1982), A gaivota (1989), Um inimigo do povo (1994), Um homem é um homem (1994), Maria Degolada (2001), Beckett na veia (2003) e MarLeni (2009). No cinema, seu papel de maior de destaque é como a protagonista do filme Anahy de las missiones (1997), dirigido por Sérgio Silva.
 
ARACI ESTEVES
em Champanhe para Mãe Tuda
 
 
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CIÇA RECKZIEGEL
Melhor Atriz em 1985,
por A LIÇÃO
 
Ciça Reckziegel é professora do Departamento de Arte Dramática da UFRGS, e integra a UTA- Usina do Trabalho do Ator desde 1996. Alguns dos espetáculos nos quais participou como atriz são: Parentes entre parênteses (1986), Império da cobiça (1987), Hamletmachine (1987), Lisístrata (1988), A mulher só (1989), A maldição do castelo (1992), Mala noche (1993), O extraordinário teatro de curiosidades da família Marks (1996), O ronco do bugio (1996), Mundéu: o segredo da noite (1998), A mulher que comeu o mundo (2006) e 5 tempos para a morte (2010). Em cinema, atuou em um dos mais premiados curta metragens da história do cinema brasileiro, Ilha das flores (1989), de Jorge Furtado.
 
CIÇA RECKZIEGEL
em A lição (à frente de Zé Adão Barbosa e Ísis Medeiros)
 
 
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ILANA KAPLAN
Melhor Atriz em 1986,
por PASSAGEM PARA JAVA
 
Ilana Kaplan vive em São Paulo desde 1995, onde atua em teatro, cinema e TV. Antes de sua mudança, no entanto, integrou o elenco de alguns grandes sucessos de público em Porto Alegre: Lisístrata (1988), Partituras (1990) e Buffet Glória (1991). Após sair de Porto Alegre, atuou em espetáculos como Don Juan (1995), Arsênico e alfazema (1996), O burguês ridículo (1997), Terça insana (2004) e Ensina-me a viver (2007).
 
 
ILANA KAPLAN
em Passagem para Java (junto de Verlaine Pretto)
 
 
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VERLAINE PRETTO
Melhor Atriz em 1986,
por PASSAGEM PARA JAVA

 
Afastada dos palcos há vários anos, e vivendo em São Paulo, Verlaine Pretto foi assídua nos palcos de Porto Alegre nos anos 1980. Entre os espetáculos em que atuou estão No vale dos pimentões (1983), Tem um albino do meu lado (1983), Chapéu vermelhinho (1984), Os Pedrocks (1985) e Não aos desconhecidos (1985).
 
VERLAINE PRETTO
em Passagem para Java (junto de Ilana Kaplan)
 
 
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ROSÂNGELA BATISTELLA
Melhor Atriz em 1987,
por UM BEIJO, UM ABRAÇO, UM APERTO DE MÃO
 
Presença constante nos palcos de Porto Alegre nos anos 1980, Rosângela Batistella tem atuado menos nos últimos anos. Fez parte do elenco de Marat/Sade (1982), Reunião de família (1984), Senhora dos afogados (1985), Mulher no palco (1985), O balcão (1986), A gaivota (1989), Essência de macaco (1989), Uma graça de traça (1990), George Dandan, o marido enganado (1991), Hotel Atlântico (1992) e Ifigênia em Áulis + Agamenon (2011).
 
Rosângela Batistella
em Um beijo, um abraço, um aperto de mão
 
 
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MIRNA SPRITZER
Melhor Atriz em 1988,
por MAHAGONNY
 
Mirna Spritzer é professora do Departamento de Arte Dramática da UFRGS, e desenvolve uma carreira de atriz em teatro, cinema e TV. Entre seus espetáculos estão Um edifício chamado 200 (1977), Frankie, Frankie, Frankenstein (1979), Salão grená (1980), Uni, duni, tê (1980), Happy end (1981), O rei da vela (1982), No Natal a gente vem te buscar (1983), O casamento do pequeno burguês (1984), A aurora da minha vida (1985), A maldição do Vale Negro (1986), Onde estão os meus óculos? (1990), Um homem é um homem (1994), Noite Brecht (1998), Programa de família (2000), Babel Genet (2008), Stand up drama (2013) e Cidade proibida (2013). 
 
MIRNA SPRITZER
em Mahagonny
 
 
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LURDES ELOY
Melhor Atriz em 1989,
por BELLA CIAO
 
Lurdes Eloy atua, há mais de 45 anos, nos palcos de Porto Alegre. Premiada atriz de teatro e teledramaturgia, conta com grandes espetáculos em seu currículo, dentre os quais estão A ópera dos três vinténs (1969), Vestido de noiva (1973), A viagem de André (1973), Jota Vilão na terra dos girassóis (1975), Lisarb, ou multi antes pelo contrário (1980), Apocalipse, a peça (1981), Que se passa, chê? (1982), Nem peixe nem carne ou muito antes pelo contrário (1983), Um beijo, um abraço, um aperto de mão (1987), Nossa cidade (1991), Ardente paciência- Uma carta para Neruda (1995), King Kong Palace- O exílio de Tarzan (1996), Fulaninha e Dona Coisa (1999), Ano novo, vida nova (2001), Medeia (2007), Bodas de sangue (2010), Ifigênia em Áulis + Agamenon (2011) e A mulher sem pecado (2011).
 
LURDES ELOY
em Bella ciao (junto de Carlos Cunha Filho)
 
 
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GISELE PERONI
Melhor atriz em 1990,
por MISTÉRIOS DO SEXO
 

Gisele Peroni está afastada dos palcos há vários anos. Participou como atriz dos espetáculos A peça do Tilinho (1990), Medeia (1992), Arlequim, servidor de dois patrões (1993), Família Monstro (1994) e Jacobina- Uma balada para o Cristo mulher (1995). 
 
GISELE PERONI
em Mistérios do sexo (junto de Henri Iunes)
 
 
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 LÍGIA RIGO
Melhor Atriz em
1991, por MACÁRIO, O AFORTUNADO
1997, por A BOTA E SUA MEIA
2000, por MEHRDA, PRESIDENTAS!
 
Afastada dos palcos há alguns anos, Lígia Rigo é uma das atrizes mais premiadas de nosso teatro adulto e infantil, em uma carreira desenvolvida principalmente nos anos 1980 e 1990, junto à Cia Face & Carretos. Entre os vários espetáculos em que atuou estão Todos ao mar (1984), Lembras de La Strada? (1985), O assassinato do crítico teatral (uma comédia de maus costumes) (1985), Bento Gonçalves- General dos Farrapos: O pequeno general (1985), O ferreiro e a morte (1987), A ópera do invasor (1988), Escola com palhaços (1992), Uma chance para Feuerbach (1993), Sapolândia (1993), Homem branco e pele vermelha (1994), Peter Pan (1994), Esconderijos do tempo (1996), O boi dos chifres de ouro (1998), Maria Degolada (2001) e Pé de sapato (2005).
 
LÍGIA RIGO
em A bota e sua meia (junto de Lutti Pereira)
 
 
LÍGIA RIGO
em Mehrda, presidentas!
 
 
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IRENE BRIETZKE
Melhor Atriz em 1992,
por ANA STEIN COMPRA UMA CALÇA E VEM JANTAR COMIGO
 
Irene Brietzke é conhecida principalmente como encenadora de memoráveis montagens de peças de Bertolt Brecht, nos anos 1980 e 1990, mas também tem em seu currículo uma série de espetáculos em que atuou como atriz. Dentre eles estão Quatro pessoas passam enquanto as lentilhas cozinham (1966), Dona Rosita, a solteira (1967), A ópera dos três vinténs (1969), Casa de Orates (1970), Agamenon (1971), Quem roubou meu Anabela? (1972), Rodolfo Valentino (1975), Sexta-feira das paixões (1975), Salão grená (1980), A aurora da minha vida (1985), Onde estão os meus óculos? (1990) e New York, New York (1995).
 
IRENE BRIETZKE
em Ana Stein compra uma calça e vem jantar comigo
(à direita na foto, antecedida por Ida Celina e Sérgio Silva)
 
 
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DEBORAH FINOCCHIARO
Melhor Atriz em 1994,
por HAMLETO
 
Deborah Finocchiaro tem uma sólida carreira como atriz, trabalhando, nos últimos anos, principalmente com solos que viajam por todo o interior do Estado e pelo Brasil. Entre os espetáculos em que atuou estão Morangos mofados (1985), Gaspar Hauser (1986), O patinho feio (1987), Risco, Arisco e Corisco (1987), Fulano (1991), Arca de Noé (1991), Teatro pra mim é grego (1992), Pois é, vizinha... (1993), Os crimes da Rua do Arvoredo (1999), Hobbárcu (2000), Ano novo, vida nova (2001), A fada que tinha ideias (2005), O macaco e a velha (2005), Sobre anjos e grilos- O universo de Mario Quintana (2006) e Um certo capitão Verissimo (2012).
 
 
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LU ADAMS
Melhor Atriz em 1995,
por O PARTURIÃO
 
Lu Adams atuou em vários espetáculos de teatro adulto e infantil, além de ter trabalhado como apresentadora de TV. Alguns de seus espetáculos são O santo inquérito (1987), A serpente (1988), Flicts (1989), O jogo da velha (1989), Escondida na calcinha (1990), A dama e os vagabundos (1992), Pequeno príncipe em busca de um amigo (1994), Sopa de palhaços (1997), Pão e circo- Circo Girassol (2000), Trem bala (2000), Almas gêmeas (2003) e 5º andar, por favor! (2012).
 
LU ADAMS
em O parturião (entre Heitor Schmidt e Yve Machado)
 
 
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NAIARA HARRY
Melhor Atriz em 1996,
por 1941
 
Naiara Harry divide sua carreira entre trabalhos em teatro, cinema e TV. Alguns dos seus trabalhos em palco são O rei da vela (1980), Marat/Sade (1982), Pic nic (1983), O pulo do gato (1985), Nietzsche no Paraguai (1986), Dom Quixote e Dulcineia (1987), As núpcias de Teodora- 1874 (2000), Ano novo, vida nova (2001), A ronda do lobo- 1826 (2002), Mulheres insones (2006), Mães & sogras (2010) e Cabaré do Ivo (2011).
 
NAIARA HARRY
em 1941 (à esquerda, junto de Kiko Medeiros e Catulo Parra)
 
 
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DANIELA CARMONA
Melhor Atriz em 1999,
por GUETO BUFO
 
Daniela Carmona é, além de atriz e encenadora, professora de teatro, sendo uma das fundadoras do TEPA, uma das escolas de teatro mais importantes de Porto Alegre. Alguns dos espetáculos em que atuou são Antônio Chimango (1985), Os náufragos (1992), Inimigo do povo (1993), Larvárias (2006), Clownssicos (2007) e O sonho de uma noite de verão (2008).
 
DANIELA CARMONA
em Gueto bufo
 
 
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CELINA ALCÂNTARA
Melhor Atriz em 2001,
por NOS MESES DA CORTICEIRA FLORIR
 
Celina Alcântara é professora do Departamento de Arte Dramática da UFRGS, e integra a UTA- Usina do Trabalho do Ator. Espetáculos em que atuou: A serpente (1988), Aprendizes do império (1989), Amores e facadas (1991), Lelé da cuca (1991), Claxon (1993), O mestre ausente (1994), O ronco do bugio (1996), Mundéu: o segredo da noite (1998), A mulher que comeu o mundo (2006), 5 tempos para a morte (2010) e B... em cadeira de rodas (2013).
 
CELINA ALCÂNTARA
 em Nos meses da corticeira florir (sentada, junto de Dedy Ricardo)
 
 
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IDA CELINA
Melhor Atriz em 2002,
por ALMOÇO NA CASA DO SR. LUDWIG
 
Ida Celina é uma das grandes atrizes gaúchas, em uma carreira que ultrapassa os 45 anos de dedicação ao teatro. Entre os muitos espetáculos dos quais tomou parte, podem ser citados Dona Rosita, a solteira (1967), Entre quatro paredes (1968), Os fuzis da Senhora Carrar (1968), A moreninha (1970), Teatro, variações sobre o tema (1972), A ópera dos três vinténs (1973), Jogos na hora da sesta (1976), No Natal a gente vem te buscar (1983), O casamento do pequeno burguês (1984), A maldição do Vale Negro (1986), Ana Stein compra uma calça e vem jantar comigo (1992), Mala noche (1993), Um homem é um homem (1994), Maldito coração (Me alegra que tu sofras) (1996), King Kong Palace- O exílio de Tarzan (1996), Casca de ferida (2001), Beckett na veia (2004), Heldenplatz (2005), Hamlet (2006), Medeia (2007), Édipo (2008), MarLeni (2009), Bodas de sangue (2010) e Ifigênia em Áulis + Agamenon (2011). 
 
 
IDA CELINA
em Almoço na casa do Sr. Ludwig (de pé, junto de Sandra Dani e Luiz Paulo Vasconcellos)
 
 
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RENATA DE LÉLIS
Melhor Atriz em 2003,
por SALOMÉ DECAPITADA
 
Atriz e bailarina, Renata de Lélis começou muito cedo, aos 14 anos, a atuar nos espetáculos da Cia Face & Carretos, dirigida pelo pai, Camilo de Lélis. Além de teatro, tem incursões em cinema e teledramaturgia. Alguns de seus espetáculos: Sapolândia (1993), Peter Pan (1994), O estranho Senhor Paulo (1996), O fantasminha da ópera (1996), O boi dos chifres de ouro (1998), Os crimes da Rua do Arvoredo (1999), Mehrda, presidentas! (2000), Mulher no palco (2001) Travessias (2004), Sonho de uma noite de verão (2006), Dores em Allegro (2010), Milkshakespeare (2010), Vestido de noiva (2012-RJ), Tão longe, tão perto, tão perto, TÃO... (2012), Landell de Moura- O incrível padre inventor (2012) e O monstro de olhos verdes, ou Por quem morrem as pombas? (2013).
 
RENATA DE LÉLIS
em Salomé decapitada
 
 
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ARLETE CUNHA
Melhor Atriz em 2004,
por HILDA HILST IN CLAUSTRO
 
Arlete Cunha iniciou sua carreira na Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, há 30 anos, e após sua saída do grupo, trabalhou em diferentes coletivos de teatro de Porto Alegre. Entre seus espetáculos estão A visita do presidenciável ou Os morcegos estão comendo os abacates maduros (1984), Teon (1985), Fim de partida (1986), Ostal (1987), A exceção e a regra (1987), A história do homem que lutou sem conhecer seu grande inimigo (1988), Antígona- Ritos de paixão e morte (1990), Dança da conquista (1990), Deus ajuda os bão (1991), Se não tem pão, comam bolo! (1993), O ronco do bugio (1996), Muito cacique para pouco índio (1996), Espancando a empregada (1997), O barão nas árvores (1998), Pra cima com a viga, moçada (1998), Os fuzis da Senhora Carrar (1998), Doroteia (1999), Deus e o diabo na terra de Miséria (1999), Hobbárcu (2000), Alice Maravilha (2000), Antígona (2004), Heldenplatz (2005), Mamãe foi pro Alaska (2006), Clownssicos (2007), O sonho de uma noite de verão (2008).
ARLETE CUNHA
em Hilda Hilst in claustro
 
 
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SANDRA POSSANI
Melhor Atriz em
2005, por DR. QS- QURIOZAS QOMÉDIAS
2008, por A MEGERA DOMADA
 
Sandra Possani iniciou como atriz na Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, atuando também junto aos grupos Depósito de teatro e Cia Rústica. Atualmente vive em Recife (PE), onde desenvolve uma premiada carreira na cena pernambucana. Entre seus espetáculos estão Ostal (1987), Antígona- Ritos de paixão e morte (1990), Dança da conquista (1990), Deus ajuda os bão (1991), Se não tem pão, comam bolo! (1993), Os três caminhos percorridos por Honório dos anjos e dos diabos (1993), Missa para atores e público sobre a paixão e o nascimento do Dr. Fausto de acordo com o espírito de nosso tempo (1994), Independência ou morte (1995), O barão nas árvores (1998), O beijo no asfalto (1998), Boca de ouro (1998), Risco, Arisco e Corisco (1999), O pagador de promessas (2000), A farsa do Panelada (2000), Auto da Compadecida (2001) e Aquelas duas (2003).
 
SANDRA POSSANI
em Dr. QS- Quriozas qomédias (à direita na foto, olhando para Plínio Marcos Rodrigues)
 
SANDRA POSSANI
em A megera domada (junto de Heinz Limaverde)
 
 
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LIANE VENTURELLA
Melhor Atriz em 2006,
por CALAMIDADE
 
Uma das mais completas atrizes gaúchas, Liane Venturella, além de teatro, atua em cinema e teledramaturgia. Entre espetáculos para público infantil e adultos, alguns de seus trabalhos são: O musical da menina do chapeuzinho vermelho (1986), Aladim (1987), Complexo de Alice (1988), Rapunzel (1988), Zumbioverdose (1989), Estórias da carochinha (1990), Decameron (1993), O rei nunca riu (1993), O pastelão (1995), Arlecchino, servidor de dois patrões (1997), Uma professora muito maluquinha (1997), O barão nas árvores (1998), O beijo no asfalto (1998), Doroteia (1999), Risco, Arisco e Corisco (1999), A farsa do Panelada (2000), Auto da Compadecida (2001), Toda nudez será castigada (2001), Aquelas duas (2003), DentroFora (2009), O estranho cavaleiro (2013) e Pequenas violências silenciosas e cotidianas (2013).
 
LIANE VENTURELLA
em Calamidade (à esquerda, junto de Sandra Dani)
 
 
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TÂNIA FARIAS
Melhor Atriz em
2009, por O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO
2013, por MEDEIA VOZES
 
Tânia Farias é um dos pilares do Ói Nóis Aqui Traveiz, um dos mais duradouros coletivos de teatro do Brasil. Após ter entrado no grupo, nos anos 1990, tornou-se uma das personalidades mais emblemáticas de nossas artes cênicas, sendo destacável, além de seu grande talento, sua luta pela arte como prioridade em um país pouco receptivo a ela. Espetáculos: A roupa nova do rei (1994), A heroína de Pindaíba (1996), A morte e a donzela (1997), Hamlet Máquina (1999), A saga de Canudos (2000), Aos que virão depois de nós- Kassandra in process (2002), A missão (Lembrança de uma revolução) (2006) e Viúvas- Performance sobre a ausência (2011).
 
TÂNIA FARIAS
em O amargo santo da purificação
 
TÂNIA FARIAS
em Medeia vozes
 
 
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VANISE CARNEIRO
Melhor Atriz em 2010,
por NOVE MENTIRAS SOBRE A VERDADE
 
Vanise Carneiro atua em teatro e cinema, principalmente como atriz, com algumas incursões pela direção teatral. Espetáculos: Besame mucho (1992), Joãozinho e a bicicleta (1992), Hamleto (1994), O bandido e o cantador (1996), Abajur lilás (1997), Biba, Dudu, Molenga e Chorona (1998), O beijo no asfalto (1998), Ella (1998), Toda nudez será castigada (2001), Macbeth- Herói bandido (2004), Pandolfo no reino da Bestolândia (2005) e Crucial: dois um (2007).
 
VANISE CARNEIRO
em Nove mentiras sobre a verdade
 
 
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VANESSA GARCIA
Melhor Atriz em 2011,
por A MULHER SEM PECADO
 
Vanessa Garcia é principalmente bailarina, com algumas incursões como atriz. Em teatro, atuou em O despertar da primavera (2010). Atualmente mora no Rio de Janeiro.
 
VANESSA GARCIA
em A mulher sem pecado (junto de Luciano Mallmann)
 
 
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PATRÍCIA SOSO
Melhor Atriz em 2012,
por CARA A TAPA
 
Patrícia Soso atualmente vive em São Paulo, e tem em seu currículo espetáculo teatrais também na Itália, onde estudou por um período. Alguns de seus trabalhos são: Manual prático da mulher moderna (2002), O urso (2003), No ritmo do amor (2005), Decote (2008), Bailei na curva (2008), Parasitas (2010), Fora do ar (2010) e A cãofusão- Uma aventura legal pra cachorro (2011).
 
PATRÍCIA SOSO
em Cara a tapa (junto de Vinícius Meneguzzi)